quinta-feira, 23 de abril de 2009

Popularização do rastreamento inibe criminosos

Enfrentar o ambiente de uma delegacia e registrar um boletim de ocorrência não consta na lista das dez atividades mais prazerosas de ninguém. Que tal, então, deixar esse trabalho nas mãos de uma empresa por meros R$ 90 ao ano? É essa a proposta dos serviços de rastreamento de notebooks, que podem depender exclusivamente de programas ou se apoiar em sistemas sofisticados que mesclam bloqueios de hardware e software.

"Além de proteger os dados em um notebook, esses sistemas inibem os roubos", afirma Edison Rodrigues, executivo da Intel. "Sabendo da existência de meios para o bloqueio e rastreamento é menos provável que um ladrão se arrisque a pegar uma máquina, já que ela lhe seria inútil."

Os serviços dependentes exclusivamente de softwares funcionam da seguinte maneira: assim que uma máquina reportada ao fabricante como roubada se conectar à internet um alerta será emitido e permitirá a identificação do número IP da conexão (uma espécie de endereço da internet) .

Com essa identificação única, a fabricante contactará as autoridades e, uma localizado o endereço físico e real da conexão, a polícia poderá se encarregar da apreensão.

Parece improvável? Não é realmente uma tarefas das mais simples determinar a localização geográfica de um IP, já que cada uma das identificações pertencentes a um provedor de internet costuma ser atribuída aleatoriamente ao usuário a cada conexão.

Mas dados da empresa de rastreamento e proteção antifurto de notebooks norte-americana Adeona impressionam: 3 em cada 4 computadores (75%) equipados com a solução e declarados roubados são recuperados.

Além disso, já há versões que suportam GPS, queimando etapas na geolocalização.

Há também uma nova tendência na indústria. A Intel lançou a tecnologia vPro em suas últimas linhas de processadores. Voltada para o mercado corporativo (cujos dados são muito sensíveis), a Intel vPro dota as máquinas de uma infinidade de recursos para gerenciamento remoto - desde a instalação pré-agendada de softwares a partir de um servidor até o travamento da inicialização do sistema operacional.

Sua evolução, presente nos chipsets Centrino 2, que já equipam entre outros notebooks os da Lenovo, ainda traz a chamada poison pill - literalmente "pílula de veneno".

É uma alteração no hardware que funciona associada a softwares de rastreamento. Graças à poison pill não é preciso que o ladrão se ligue à internet para localizar o notebook. Ela é configurada uma única vez pelo administrador do sistema, que determina o período máximo que aquele aparelho poderá ficar sem conexão. Digamos, por exemplo, que esse prazo seja o de 3 dias. Esgotado o tempo, o processador "morde" a pílula e o computador não liga mais.

Para recuperar a máquina, somente com uma senha de uso único - fornecida pela empresa de software exclusivamente ao proprietário de direito.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

PAULINHA ABELHA A ETERNA BABY DOLL




estive navegando nos blogs por aí e não pude deixar de postar essas fotos que encontrei no blog de paulinha abelha cantora da banda calcinha preta beleza e talento é aí seu menino... parabéns marlus...aiaiai uiui...rsrsrs...

Menor planeta fora do Sistema Solar é achado a 20,5 anos-luz


Cientistas que buscam planetas semelhantes à Terra anunciaram na terça-feira a descoberta do menor planeta já detectado fora do Sistema Solar - tem menos que o dobro do tamanho do nosso.

Esse exoplaneta (ou seja, que orbita uma estrela que não o nosso Sol) se chama Gliese 581e, por causa da estrela que ele orbita. Por seu tamanho relativamente pequeno, provavelmente se trata de um planeta rochoso, como a Terra, e não de um planeta gasoso, como Júpiter e Saturno, de acordo com os astrônomos.

"É o planeta mais leve detectado até agora fora do nosso sistema solar", disse em entrevista coletiva Gaspare Lo Curto, astrônomo da Organização Europeia para a Pesquisa Astronômica no Hemisfério Sul. "Não estamos distantes de encontrar um planeta como a Terra", acrescentou.

O ano em Gliese 581e dura apenas 3,15 dias terrestres, e o planeta está fora da chamada "zona habitável", onde haveria condições para a vida, segundo Lo Curto. Sua massa é equivalente a 1,9 vez a da Terra, e ele fica a 20,5 anos-luz.

Embora esse planetinha fique fora da zona habitável, o maior de três outros planetas previamente descobertos no mesmo sistema parece ficar dentro do trecho propício à vida.

"O planeta mais externo fica dentro do que se define como zona habitável, que é a zona onde poderia haver água em estado líquido na superfície do planeta", disse Lo Curto.

Os astrônomos usaram um telescópio de 3,6 metros do Observatório Paranal, em La Silla, cerca de 600 quilômetros ao norte de Santiago (Chile). As descobertas serão apresentadas também em uma reunião astronômica nesta semana na Grã-Bretanha.

Cerca de 340 exoplanetas já foram descobertos, a maioria gigantes gasosos com características semelhantes às de Júpiter e Netuno.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Jogadores de videogames mostram sinais de vício, diz estudo

Cerca de 1 em cada 10 jogadores de videogames mostram sinais de vício que podem ter efeitos negativos sobre a família, amigos e desempenho escolar, afirma pesquisa divulgada nos Estados Unidos.

Pesquisadores da universidade estadual de Iowa e do Instituto Nacional de Mídia e Família descobriram que alguns jogadores mostram pelo menos seis sintomas de vício apresentados também por viciados em jogos de azar, como mentir para família e amigos sobre o tempo que passam jogando. Eles também usam os jogos eletrônicos para fugir de seus problemas e tornam-se irritados quando deixam de jogar.

Além disso, os jogadores também deixam de fazer deveres da escola ou passam muito tempo envolvidos com os jogos, apresentando trabalhos escolares de baixa qualidade.

"Apesar da comunidade médica não reconhecer o vício em videogames como uma desordem mental, este estudo será um de muitos que nos permitirá uma discussão sobre os efeitos positivos e negativos dos videogames", afirmou o doutor Douglas Gentile, professor assistente de psicologia da universidade de Iowa.

Os pesquisadores, que acompanharam 1.178 crianças e adolescentes dos Estados Unidos com idades entre 8 e 18 anos, descobriram que alguns deles mostraram pelo menos seis dos 11 sintomas de vício patológico demonstrados por usuários compulsivos de jogos de azar, segundo a Associação Americana de Psiquiatria.

Os jogadores viciados em videogames passaram 24 horas por semana na frente da tela, duas vezes mais que usuários casuais. Alguns jogadores viciados roubam para sustentarem o vício, segundo a pesquisa que será publicada no periódico Psycological Science.

"Apesar dos videogames serem divertidos, algumas crianças estão tendo problemas. Eu continuo a ouvir famílias preocupadas sobre os hábitos de jogo de suas crianças. Não somente precisamos nos concentrar em identificar o problema, como também precisamos encontrar maneiras de ajudar as famílias a evitar e tratar isso", disse David Walsh, presidente do Instituto Nacional de Mídia e Família.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Diferencia o resfriado da gripe para sarar depressa


Os sintomas mudam, assim como o melhor tratamento para cada doença

Basta o friozinho chegar para que comecem as complicações respiratórias. Há pouca chuva, a temperatura muda bruscamente, o calor que aparece na hora do almoço se esconde durante a noite e a poluição aumenta nos centros urbanos. As condições não poderiam ser melhores para o surgimento da gripe e do resfriado.

Muitas vezes confundidas, as duas doenças são bastante diferentes nos sintomas. O resfriado é mais comum, causando vermelhidão nos olhos e coriza, seguidos de uma febre não muito elevada (que dura entre 48 e 72 horas). O ciclo viral costuma durar de três a cinco dias.

"A gripe, por sua vez, causa febres mais altas acompanhadas de dores no corpo. É mais grave do que o resfriado por poder levar à pneumonia ou a um quadro bacteriano mais grave", afirma a pneumopediatra do Hospital San Paolo, Simone Aguiar.

Tratamento
Alimentação, hidratação e higiene nasal conseguem resultado diante de um resfriado. Contra a gripe há a vacina, que pode ser aplicada em crianças a partir dos seis meses e medicamentos que baixam a febre, aliviam as dores espalhadas pelo corpo e diminuem a congestão nasal. "Além desses métodos, é fundamental o acompanhamento médico para que não haja o avanço destas doenças", salienta Simone Aguiar.

domingo, 19 de abril de 2009

Internet pela tomada autorizada

Ao autorizar o acesso à internet banda larga por meio da rede elétrica, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estabeleceu uma série de normas para que o sistema não cause interferência prejudicial em outros serviços, como o de radioamador e o de radiodifusão de sons e imagens. De acordo com a resolução publicada nesta segunda-feira (13/04), no Diário Oficial da União, o sistema Power Line Communications (PLC) só poderá operar em faixas de frequência pré-determinadas pela Anatel.

Os sistemas deverão dispor de mecanismo que possibilite o desligamento remoto, a partir de uma central de controle, da unidade causadora de interferência prejudicial. A Anatel também determinou algumas faixas de exclusão, que abrangem faixas de radiofreqüências atribuídas aos serviços Móvel Aeronáutico e de Radioamador. As operações de PLC não poderão provocar radiações indesejadas nessas faixas.

A prestadora que quiser oferecer o acesso à internet por meio da rede elétrica deve apresentar à Anatel, em até 30 dias antes do início da operação, as informações necessárias para a criação e manutenção de uma base de dados pública, que deverá estar disponível a qualquer interessado.

Os equipamentos que compõem o sistema PLC devem possuir certificação expedida ou aceita pela Anatel e atender às normas referentes ao sistema elétrico expedidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os sistemas existentes até a publicação do regulamento que estiverem em desacordo com as normas podem continuar em operação até 30 de junho de 2010, quando deverão ser desativados.

sábado, 18 de abril de 2009

Dê garfadas no mau humor durante as refeições



Não é o caso de pensar em garfadas de salmão ou em tabletes de chocolate como antídoto para curar crises freqüentes de rabugice. Mas também não dá para negar os efeitos da alimentação no seu humor, basta pensar nas caretas que você faz quando bate a fome e não dá tempo de comer. "Quando ficamos muito tempo sem comer, há uma diminuição na liberação de serotonina, substância química responsável pela transmissão dos impulsos nervosos entre os neurônios. Essa diminuição causa aquele mau humor insuportável", afirma a nutricionista Daniela Cyrulin, do Instituto Saúde Plena.

Mas a confusão não fica por aí. Quem se alimenta mal tende mal humorado, pois o organismo libera mais cortisol, hormônio que ajuda a aumentar as taxas de açúcar do sangue e que, em alta quantidade, causa mau humor. "Por isso os carboidratos são muito importantes: o combustível do cérebro é a glicose, que é o produto da digestão dos carboidratos. Portanto, os carboidratos geram energia e são responsáveis pelo bom funcionamento do cérebr", explica a nutricionista.

Cair de boca num prato de açúcar, no entanto, está longe de ser uma boa idéia. De acordo com o ranking elaborado no Projeto Food and Mood (algo como Alimentação e Humor), realizado no Reino Unido, o açúcar refinado é o pior inimigo do seu bem-estar. Isso acontece porque a absorção dele é muito rápida, causando um pico repentino de euforia. "Como a concentração de glicose cai logo, a energia do corpo diminui bruscamente, você sente moleza e mau humor", afirma Daniela.

A dica, então, é privilegiar na dieta os alimentos que, de alguma maneira, têm relação com a síntese, a ativação e o aumento de liberação de alguns neurotransmissores ligados ao humor, como a serotonina. "A alimentação possui um grande papel na regulação do humor, já que a falta de alguns alimentos e seus respectivos nutrientes pode levar a mecanismos que levam ao mau humor", afirma a nutricionista.

Sabor de equilíbrio
Alguns alimentos, por outro lado, ajudam a alcançar a estabilidade emocional. É o caso daqueles ricos em ômega-3, ácido graxo que equilibra as quantidades de dopamina e serotonina no cérebro (duas substâncias responsáveis pela sensação de felicidade). Peixes gordos de água fria, como o salmão e o arenque, são fonte de ômega-3 e devem ser incluídos na sua dieta (eles participam das refeições de pacientes que tratam a depressão, por exemplo).

O chocolate também aparece como opção para aplacar a irritação. O segredo dele está na teobromina, estimulante que aumenta a liberação de serotonina e, consequentemente, a sensação de bem-estar. Mas vá com calma, porque o chocolate também contém glicose e gorduras (e ambas podem derrubar o seu alto astral).

Dose extra de vitaminas
As vitaminas estão diretamente ligadas ao bom humor. Mas o ideal é obter as doses de que você precisa a partir da alimentação. "Os suplementos são indicados apenas nos casos em que há problemas na absorção ou quando a dieta deixa a desejar", afirma a nutricionista Mariana Jacob, da Casa Movimento. As vitaminas do complexo B ajudam na síntese dos neurotransmissores enquanto a vitamina C age na absorção do ferro (o mineral está presente nos glóbulos vermelhos, responsáveis pela oxigenação do organismo. A falta de vitamina C, portanto, pode comprometer as funções do organismo e, portanto, inflar o seu mau humor).

Dieta do sorriso
Laranja, acerola e agrião: são fontes de vitamina C. Devem ser consumidos crus, pois o cozimento e a exposição à luz oxidam a vitamina, fazendo-a perder as propriedades.

Carne: fonte de proteínas e do aminoácido triptofano. Imaginando que a serotonina é um muro, o triptofano é um dos tijolos presentes nele. A proteína possui também a tirosina, outro aminoácido, que tem relação com a adrenalina (neurotransmissor que afeta o humor). Mas prefira as carnes magras, de fácil digestão.

Óleo de girassol: fonte de ácidos graxos ômega-6

Atum, lentilha, pimenta: fonte das vitaminas do complexo B, usadas na síntese dos neurotransmissores e atuantes na transformação de glicose em energia

Arroz integral: carboidrato complexo. Prefira os carboidratos complexos, que contêm cromo.

Sementes de abóbora: ricas em magnésio e potássio, minerais que afastam a fadiga e trazem o bom humor.

Castanha do Pará: rica em selenio, que está relacionado à regulação do humor.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Se cada povo recebe o governo que merece, cada sociedade (e época) também tem as esquizitices que merece. Por exemplo: nas cortes européias da Idade Média, apenas camponeses, brutos, miseráveis e escravos trabalhavam ao ar livre. A aristocracia preferia a mordomia reclusa de seus palácios e roupas de muitas rendas. Por isso, naqueles tempos, os nobres possuíam a pele tão branca que era possível ver o desenho azulado das veias sob a cútis. Ter a pele alva e o "sangue azul" era sinal de riqueza. Hoje, brancura excessiva chega a significar doença, e mostrar um certo bronzeado dá status: se você tem tempo para passar à toa sob o sol, então leva uma vida mansa e, provavelmente, tem mais dinheiro que a maioria...

No século XVI, na Itália, era moda as mulheres pintarem não apenas os lábios, mas também os dentes. No século XIX, a última moda eram cílios postiços feitos de pele de rato e espartilhos tão apertados que chegavam a fraturar costelas. Na mesma época, na França, os homens casados usavam mais perucas e cosméticos que suas esposas. Passa o tempo, algumas bizarrices se vão, mas outras logo assumem o posto. Como disse: se cada época caracteriza-se por certos critérios de estranhez, por que haveríamos de fazer diferente com a nossa?

O século XX testemunhou o avanço tecnológico virar prosperidade na mesa. Apesar da fome continuar assolando os países que sempre passaram fome, de um modo geral, onde havia comida, esta passou a estar disponível em um volume maior do que jamais seríamos capazes de ingerir. O resultado? Uma epidemia de obesidade e mortes por doenças cardiovasculares que assolou os 1900.

A resposta dos cientistas não tardaria, e eles logo encontraram uma saída: a prática de esportes. Exercícios físicos regulares melhoram o condicionamento cardiopulmonar e facilitam o controle dos quilos em excesso. Como não seria de surpreender, este conceito foi extrapolado exageradamente para as massas e presenciamos uma explosão de vida nas academias de ginástica e pistas de cooper como não se via desde o período Cambriano. Todo mundo quer entrar em forma. Se não por vaidade, então por medo.

Mas até que ponto esporte é saúde?

Temos tenistas jovens com quadris de senhoras osteoporóticas, jogadores de futebol com infartos fulminantes no início da carreira, triatletas que morrem afogados após colapsos, e um número infinito de lesões musculares, articulares e ligamentares em esportistas amadores e atletas de final de semana. Toda uma manada de gente catequizada sob o lema de que esporte é saúde.

Ver televisão não desloca meu ombro. Caminhar pelo parque com minhas crianças não provoca desgaste coxo-femoral. Não tenho bursite por ler um livro ou desloco a coluna ao dormir até um pouco depois do horário.

A atividade física regular, moderada, entendida como uma caminhada de 40 minutos, 4 vezes na semana, é todo esporte que seu corpo precisa como remédio. Não gosta de caminhar? Então saia para dançar, pedalar ou nadar. E adicione um pouco de musculação e alongamento a partir dos 50 anos de idade: isso ajuda a manter os ossos e articulações fortes e saudáveis. Para além destes limites, converse com seu médico ou preparador físico e vá pela diversão, por entretenimento, de modo não-competitivo.

Um equívoco está em se propagar o esporte como uma ferramenta para saúde. Sua saúde depende de muito mais compromisso que jogar bola duas vezes por semana ou ir na academia de 8 às 9. Aprender a lidar com o estresse, ter um bom padrão de sono e seguir uma alimentação saudável são tão ou mais importantes que uma corrida ensandecida de 10 Km sobre a esteira.

Beleza real

Procurar a atividade física como um modo de manter o corpo dentro da beleza-padrão estampada nas revistas é outro erro comum e, porque não dizer, cômico. As modelos de capa parecem saídas de campos de concentração nazistas de tão caquéticas e não devem pesar mais que a própria revista. A beleza é sentir-se bem aos 30, 40, 50, 60 anos ou mais – e não buscar de modo esquizofrênico a aparência de uma anoréxica de 20 anos de idade quando você já passou da metade da ladeira.

Lembre-se que as grandes descobertas vieram de pessoas com tempo ocioso (vide Aristóteles, Newton e tantos outros citados no livro "As 100 maiores descobertas científicas de todos os tempos", do oceanógrafo Kendall Haven). Use seu tempo e energia de modo inteligente e produtivo. Ter um glúteo mais firme não fará seu futuro mais brilhante.

E se quer uma última boa dica, que tal investir suas energias procurando por uma preciosidade: o extraordinário livro do médico mineiro José Róiz, Esporte Mata! (178 páginas, Editora Casa Amarela, 1ª Edição, 2004). Não, não estou ganhando comissão pela venda do livro. Mas sua leitura já vale por uma longa caminhada.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Agendamento de contas a pagar: será que vale a pena?


Você certamente já ouviu falar que existe, nos bancos, a facilidade de agendar o pagamento de suas contas. Bastante atrativo, não é? Afinal, você não precisa lembrar de todas as datas de vencimento. Mas será que o serviço vale a pena?

Levantamento realizado pela Pro Teste - Associação de Consumidores mostrou que, na realidade, a não ser pelo fato de não ter de lembrar de todas as contas a pagar, não há nenhuma vantagem. O serviço tem um custo, que pode ser caro.

Com exceção dos cartões da própria instituição bancária, todos os demais títulos com código de barras podem ser agendados. O único caso em que isso não acontece, para tarifas públicas, é o do American Express.

Custo do serviço

O agendamento para pagar contas tem um preço, que pode não compensar. Confira abaixo o valor nas instituições financeiras analisadas pela Pro Teste:

Instituição Custo
Unibanco Se o valor da conta for inferior a R$ 250, não há cobrança de tarifa; caso contrário, é cobrada uma tarifa de 1,99% sobre o valor de cada conta paga
Banco do Brasil 1,99% do valor do título (mínimo de R$ 5, no caso de títulos, e de R$ 2,50, para convênios e tributos)
Nossa Caixa R$ 1 por título + juros não informados
American Express 2% (mínimo de R$ 5) por valor transferido
Banco Panamericano 1,99% por título (entre R$ 1 e R$ 3)
Santander 1,99% por título (máximo de R$ 3,50)
Fininvest R$ 2,99 por conta
Ibi R$ 4,90 por conta
Hipercard Não cobra, mas só aceita contas de concessionárias conveniadas com o Unibanco
Fonte: Pro Teste/dados de novembro de 2008

É baixo, mas compensa?

De acordo com a Pro Teste, apesar do baixo valor da tarifa parecer atraente, se colocada na ponta do lápis, é possível perceber que o consumidor pode sair no prejuízo.

Imagine uma pessoa que pague aluguel de R$ 1 mil, mensalidade escolar de R$ 700, academia de ginástica de R$ 250, curso de inglês de R$ 400, contas de luz de R$ 200, de telefone de R$ 300 e de água de R$ 150. No Ibi, com o agendamento dessas contas, o consumidor pagaria R$ 34,30 a mais por mês ou mais de R$ 400 em um ano.

A orientação da Pro Teste é abrir mão de todas essas facilidades e manter um orçamento controlado. É melhor prestar atenção às datas de vencimento do que pensar em uma única fictícia. Mesmo porque, se você tiver interesse, a legislação permite ao consumidor que escolha a data de pagamento que mais lhe convém.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

BARACK OBAMA NOS FILHOS DE GANDHY

É isso mesmo ou estou vendo e ouvindo coisas?

O presidente dos Estados Unidos disse que Lula é "o cara"; que ele é "boa pinta"; e ainda que é fã dele?
O Brasil vai emprestar dinheiro ao FMI?
Como diria minha mãe, "é o FIM do mundo", hehehe...

Mais uma prova de que tudo muda.
E ainda tem gente que pensa que tudo tem realmente que ser como vinha sendo; como está escrito; ou como os mais velhos falam que tem que ser.
Tudo muda.
O mundo, o pensamento, nós mesmos!
As mudanças estão aí, acontecendo, e a todo instante. Só precisamos permitir que elas aconteçam nas nossas vidas, nas nossas mentes.
Lula mudou.
Para os mais ortodoxos que mantêm a imagem dele alinhavada à sua história, é um choque.
Prá mim, não.
Lula vem mudando.
Prá melhor? Prá pior?
Ainda não sei.
Só sei que eu quero ver mais.
Quero ver Barack Obama no próximo Carnaval desfilando no afoxé Filhos de Gandhy.
Vamos aguardar agora prá ver se todos esses elogios de Obama à Lula confirmam o cachimbo da paz ou se vem chumbo grosso por aí...
Do Tio Sam podemos esperar qualquer coisa.
Ainda mais nesses tempos de crise.
Mesmo com Obama.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Entre bike ou esteira, escolha a que traz mais resultado



Depois de entrar na academia, a dúvida concentra-se na escolha entre tantas opções de exercícios. Nos dias em que não há tempo para as aulas e o jeito é suar nos aparelhos, a bike e a esteira surgem como as principais opções. Nas duas, você ganha condicionamento e perde as calorias que sobram. "Mas temos um trabalho mais focado na bicicleta, que exige bastante das pernas enquanto os braços permanecem em repouso", afirma o professor Ricardo Azuma, da academia Competition. As diferenças, no entanto, vão bem além disso e, para conhecê-las, acompanhe o raio-X que o professor da Competition faz dos aparelhos.

1. Intensidade do treino
Quem ganha: esteira
Na esteira, o trabalho é mais completo por usar braços e pernas nos movimentos. Mesmo que o ritmo de treino seja mais suave, a esteira sempre vai exigir mais dos alunos do que a bicicleta, que oferece mais estabilidade.

2. Queima de calorias
Quem ganha: empate

Tanto a esteira quanto a bicicleta desenvolvem todo o sistema cardiovascular, melhorando o condicionamento físico, ajudando a queima calórica, diminuindo o percentual de gordura e agilizando a perda de peso.

3. Impacto nas articulações
Quem ganha: bike
O joelho e o tornozelo sofrem menos com os impactos nos movimentos da bike. Na esteira, mesmo caminhando, você pode sentir dores e não agüentar um trino mais puxado. Quem está bastante acima do peso deve priorizar a bicicleta no início.

4. Facilidade
Quem ganha: esteira

A esteira substitui qualquer aula aeróbica, com a vantagem de ser uma atividade que não requer muita coordenação motora, já que o movimento exigido é comum ao dia-a-dia.

5. Dedicação
Quem ganha: empate

Para obter resultados, tanto na esteira quanto na bicicleta, o indicado é treinar três vezes por semana em dias alternados. Comece com programas de meia hora de duração, numa intensidade acima de 65% da sua freqüência cardíaca (para saber qual é a sua, faça a subtração: 220- sua idade (em anos).

6. Desafios
Quem ganha: esteira

A variedade da esteira é mais estimulante do que bicicleta. Você pode simular corridas e caminhadas, variando a velocidade e a inclinação do aparelho. As variações também podem ser feitas na bicicleta , mas, como a velocidade depende das suas pedaladas, o aumento de ritmo costuma ser mais eficiente com alunos de melhor preparo físico. "Eles aumentam a carga, tendo com meta percorrer a mesma quilometragem anterior no mesmo tempo", afirma o professor da Competition. "Mas é importante prestar atenção no seu corpo, sempre respeitando a percepção de esforço".

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Banda larga cresce e problemas se multiplicam


O crescimento da banda larga no País veio acompanhado do aumento no número de reclamações sobre o serviço no Procon. Com a oferta de planos com velocidades maiores, agora os usuários reclamam que não conseguem atingir a velocidade máxima vendida pelas operadoras. A queixa se soma à instabilidade no serviço, evidenciada durante a semana passada, quando clientes do Speedy, serviço de banda larga da Telefônica, tiveram problemas de conexão à internet no Estado de São Paulo. A operadora creditou a instabilidade a ataques de hackers, que teriam superlotado os servidores DNS (Domain Name Server) utilizados para a navegação na internet. Segundo a empresa, de segunda a quarta-feira foram registradas cinco interrupções que duraram de 10 minutos a quase quatro horas.

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A instabilidade e lentidão de acesso não se restringem a uma operadora. Segundo Carlos Coscarelli, assessor chefe da Fundação Procon-SP, as queixas sobre problemas com banda larga cresceram mais que a média das reclamações ao órgão de defesa, que foi de 8%. "Quem acabou de sair da conexão discada acha a banda larga uma maravilha, até aparecer um problema como esse (do Speedy). E aí ela percebe que problemas de lentidão são mais frequentes do que imaginava."

De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o número de clientes do serviço de banda larga saltou de 124 mil, em 2000, para 11,4 milhões no ano passado. Segundo a consultoria Teleco, 5,19% da população brasileira tem acesso à internet banda larga. "A tendência é que esse número continue subindo num ritmo forte", diz Hubert Filho, diretor da Teleco. "Esse crescimento de usuários e de tecnologia não é acompanhado pelo crescimento na qualidade dos serviços", diz a advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Estela Guerrini. Ela diz que o maior questionamento é sobre a velocidade de conexão oferecida pelas operadoras. "A pessoa contrata um plano de 3 ou 10 megabits por segundo (Mbps), por exemplo, e raramente consegue navegar nessa velocidade." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

domingo, 12 de abril de 2009

FELIZ PÁSCOA,VIVA A RESSUREIÇÃO DE JESUS !!


BOA PÁSCOA PARA TODOS !!!

PCs brasileiros estão entre os mais contaminados com vírus

Apesar de a atuação do Conficker não ter sido visível para a maioria dos usuários em 1º de abril, a praga é real e continua ameaçadora, especialmente no Brasil.

Entenda a ameaça do vírus Conficker

De acordo com a empresa de segurança de infraestrutura de internet OpenDNS, o país é o segundo mais contaminado pela variante Conficker.C, a responsável pelo alarme há uma semana.

No país

No Brasil, estão 12% dos computadores contaminados, ante 13% do Vietnã, o mais atacado. Os EUA têm 5% das contaminações.

O alerta Conficker realmente não foi alarme falso. De acordo com uma equipe de segurança da IBM, a variante C do vírus foi encontrada em 4% dos computadores varridos no mês passado, um número maior do que o esperado.

O vírus impede a navegação em sites de empresas de segurança e de atualização do Windows.

Em tinyurl.com/confeli, há uma ferramenta para sua eliminação.

sábado, 11 de abril de 2009

Presidência, com Lula, tem dobro de servidores de Obama


O total de servidores que trabalham hoje na estrutura da Presidência, sob a gestão Luiz Inácio Lula da Silva, é quase o dobro da equipe que assessora o presidente americano, Barack Obama. O americano emprega 1.800 pessoas, de acordo com informações oficiais do site da Casa Branca, enquanto o presidente brasileiro conta com 3.431.

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O número de servidores do Palácio do Planalto vem crescendo ano a ano. No fim do governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em dezembro de 2002, estavam lotados na Presidência 2.133 servidores. Ao se encerrar o primeiro mandato de Lula, já eram 3.346. Agora, são 57% a mais que no fim da gestão tucana.

De longe, o órgão que mais inchou foi a Casa Civil: quase triplicou o número de funcionários. No fim de 2002, eram 636, distribuídos entre 428 ocupantes de DAS e 208 GRs - as siglas referem-se aos servidores que recebem gratificação. Só podem ocupar as vagas de GRs funcionários de carreira de outros órgãos públicos cedidos à Presidência. Já os DAS podem ou não ser integrantes do funcionalismo.

No fim do primeiro mandato de Lula, quando a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, havia recentemente assumido o cargo, a pasta já tinha inchado bastante, aumentando em 2,7 vezes a quantidade de funcionários, totalizando 1.746 servidores. Antes dela, o cargo era ocupado por José Dirceu.

Em dezembro de 2006, o número de DAS saltou de 428 para 513 e o de GRs foi de 208 para 1.233. Ao término de 2008, esse número sofreu um pequeno ajuste, caindo para 466 cargos DAS e 1.210 GRs. Os números são da própria Casa Civil.

A Casa Civil explicou que a multiplicação de órgãos e a criação de secretarias justificam o maior número de servidores. Informou que, em 2002, a estrutura da Presidência tinha sete órgãos, em 2006 eram nove e, no ano passado, totalizava dez.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Quando o sexo faz mal


Nem sempre o sexo gera prazer, relaxamento e bem-estar. Muitas pessoas têm dor de cabeça antes, durante ou depois das relações sexuais, e há casos em que pode promover um quadro depressivo.

Assim como alguns remédios de eficácia e benefícios comprovados para o corpo ou a mente de quem os toma, o orgasmo e o ato do amor também podem causar alguns "efeitos colaterais" desagradáveis ou incômodos, e, às vezes, prejudiciais. Quase 1% da população costuma ter ao longo do ano, e pelo menos em alguma ocasião, uma dor de cabeça tanto antes, durante ou depois de manter relações sexuais.

A Sociedade Brasileira de Cefaléia (SBCe) indica em seu site que, segundo a classificação internacional de cefaléias, a atividade sexual é um dos fatores que podem desencadear dores de cabeça, dentro de um grupo de causas da dor que ainda são pouco compreendidas e, por isso, requerem exames cuidadosos.

A cefaléia associada ao sexo geralmente começa com uma dor nos dois lados da cabeça enquanto a excitação sexual aumenta, e o incômodo fica cada vez mais intenso até o momento do orgasmo, segundo informações do SBCe. A dor pode ocorrer tanto antes quanto apenas depois do clímax sexual.

O paciente desse tipo de cefaléia – assim como de outras cuja dor é intensa – costuma recorrer primeiro a um serviço médico de emergência, mas a SBCe recomenda uma investigação completa e detalhada do quadro de dor, com exames apropriados e consulta com um médico especialista em dores de cabeça.

Este problema pode ser aliviado ou reduzido com algumas mudanças no estilo de vida, como praticar exercícios físicos regularmente, perdendo peso e deixando o álcool e o fumo. Também existem remédios que ajudam a melhorar a situação, se a pessoa não se beneficiar destas medidas.

A dor da cefaléia sexual benigna costuma durar de um minuto a três horas desde seu início e vai aumentando – paradoxalmente – à medida que aumenta o prazer.

Tristeza do amor

De acordo com uma pesquisa espanhola, 45% das pessoas com dor de cabeça consideram que sua vida sexual é regular ou ruim, mas 13% afirmam que a cefaléia desaparece quando mantêm relações sexuais.

Em algumas pessoas, principalmente jovens, o sexo pode até desencadear uma depressão passageira, porque, durante o clímax, parece haver uma redução de atividade em uma região cerebral relacionada ao medo.

O psiquiatra americano Richard A. Friedman, especialista em depressão e transtorno bipolar, descreveu vários casos deste tipo, que costumam aparecer com certa frequência nas consultas de alguns psiquiatras e psicólogos ou sexólogos.

O especialista menciona os casos de pessoas em torno de 20 ou 30 anos que, após manter relações sexuais, sentem-se deprimidas durante um dia, experimentam um período de entre quatro e seis horas de depressão intensa e irritabilidade após o orgasmo ou que sentem uma depressão intensa durante várias horas após o sexo. Segundo Friedman, não é raro experimentar um pouco de tristeza depois do prazer sexual, embora os pacientes mencionados "sentiam um intenso mal-estar que durava tempo demais".

O psiquiatra encontrou uma possível relação entre a depressão pós-sexo e a química cerebral. Friedman lembra que, em 2005, o doutor Gert Holstege, da Universidade de Groningen (Holanda), utilizou uma técnica de diagnóstico por imagem denominada "tomografia por emissão de posítrones" para verificar o cérebro de homens e mulheres durante o orgasmo. Com isso, descobriu uma diminuição na atividade da amídala cerebral, a parte do cérebro que intervém no processamento dos estímulos que causam medo na pessoa.

Destaques

- A Sociedade Brasileira de Cefaléia (SBCe) indica que a atividade sexual é um dos fatores que podem desencadear dores de cabeça.

- Cerca de 45% das pessoas com dor de cabeça consideram que sua vida sexual é regular ou ruim, mas 13% afirmam que a cefaléia desaparece quando mantêm relações sexuais.

- Em algumas pessoas, principalmente jovens, o sexo pode até desencadear uma depressão passageira, porque, durante o clímax, parece haver uma redução de atividade em uma região cerebral relacionada ao medo.

Cientistas trabalham em remédio que apagaria lembranças


Cientistas americanos vem trabalhando no desenvolvimento de um medicamento que teria a capacidade de apagar informações do cérebro, segundo publicou hoje o "The New York Times".

Batizado de Zip, o remédio bloqueia a atividade de uma molécula que, aparentemente, o cérebro precisa para armazenar grande parte das informações.

Especialista em neurociência, Todd Sacktor lidera o grupo de pesquisadores baseado em Nova York e disse ao jornal que, caso esta molécula seja tão importante como parece, poderia promover melhorias em tratamentos de lembranças traumáticas e ajudaria o processo de aprendizado.

Em uma das experiências, um membro da equipe "ensinou" ratos a memorizar a localização de objetos e a se movimentar por uma pequena caixa, de modo que evitassem uma descarga elétricas em suas patas.

Depois de aprenderem estes movimentos, os animais conseguiam evitar os choques, mesmo passando um mês fora do local.

No entanto, após a aplicação do Zip, os ratos esqueceram do que tinham aprendido.

Um outro experimento realizado por pesquisadores israelenses descobriu que, com uma dose de Zip, os ratos esqueciam um sabor que não tinha lhes agradado três meses antes.

Apesar de a pesquisa estar limitada a animais, os cientistas acreditam que o sistema de memória funciona da mesma maneira nos seres humanos.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Dirigir e falar ao celular: sinal de perigo


Entenda o que pode ser causado pela combinação das duas ações

No início deste ano, as agências internacionais de notícia do mundo todo deram destaque ao caso da britânica Philippa Curtis, de 21 anos, que foi condenada a 21 meses de prisão por ter provocado um acidente em que morreu Victoria McBryde, de 24. O celular de Curtis mostra que ela enviou 20 torpedos antes de bater na traseira do carro da vítima, segundo reportagem do jornal inglês "Daily Mail".

Desde dezembro de 2007, usar celular ao volante pode dar cadeia na Inglaterra. A regra anterior era similar à brasileira, mas as autoridades perceberam que as punições eram insuficientes para desencorajar motoristas a usar o celular enquanto dirigiam. Agora, quem insistir na prática pode ser condenado a pelo menos dois anos de prisão. A nova regulamentação também estabelece que a promotoria pode condenar os infratores por homicídio culposo e punir os motoristas com a pena máxima prevista pelo país, a prisão perpétua, caso seja confirmado que o veículo foi usado como uma arma.

Dentre os muitos inconvenientes sociais causados pela má utilização do celular, os perigos do uso do aparelho no trânsito das grandes cidades preocupam autoridades no mundo todo. No Brasil, multa de R$ 85 e quatro pontos na carteira de habilitação são as punições descritas no Código de Trânsito Brasileiro, que classifica como infração média o ato de dirigir com apenas uma das mãos ou falando ao celular. Fones de ouvido ou viva-voz também são proibidos.

Com o celular no ouvido, o motorista reage de forma mais lenta. Dificilmente olha para o retrovisor, assume uma trajetória errática na via, reduz ou ultrapassa a velocidade compatível com o tráfego. Avança o sinal, tem dificuldade para trocar marchas e simplesmente não vê as placas de sinalização no trânsito. Cada uma dessas situações já poderia desencadear um acidente. Agora imagine o potencial de estrago da combinação delas...

Mesmo sabendo que se trata de uma infração, os motoristas insistem em atender ao telefone por acreditar que isso não é nada de mais e vão desligar logo. A atitude pode mudar quando as pessoas reconhecerem que o que está em jogo é a vida delas e as de outras pessoas. Só a maior fiscalização pode modificar um mau hábito social, mas no âmbito individual, impõe-se uma mudança cultural para que a ansiedade em se comunicar não se sobreponha à própria sobrevivência e à segurança de terceiros.

Números da infração

- Somente em São Paulo foram feitas 237 mil autuações de motoristas falando ao celular em 2007, a quarta infração de trânsito na capital naquele ano;

- No Rio de Janeiro, o número de multas aplicadas a motoristas que falam ao celular enquanto dirigem chegou a 9 mil na cidade do Rio de Janeiro, segundo informações de um estudo realizado pelo Detran. Ao analisar os seis primeiros meses de 2008, as infrações deste tipo atingem 45 mil, contra 39 mil registradas no mesmo período do ano passado;

- Exceder a velocidade, avançar no sinal vermelho e na parada obrigatória e dirigir utilizando telefone celular foram as principais infrações cometidas, respectivamente, no trânsito de Goiânia, em 2007 e 2008;

- No Mato Grosso do Sul, o Detran registrou, em 2008, cerca de 83.575 infrações de trânsito que resultaram em multas. Apenas em infrações como não usar o cinto de segurança ou o capacete foram quase 1.800 multas durante o ano. A infração com o número mais surpreendente é a de uso de celular no trânsito, quase 9.600 pessoas foram multadas;

- Em 2008, dirigir ao celular rendeu multa a 21.724 condutores de veículos em Fortaleza;

- Os motoristas de Belo Horizonte nunca foram tão multados. No ano passado, a BHTrans emitiu nada menos que 640,9 mil autuações na capital, número 32% superior ao de 2007. No ranking das sete infrações mais cometidas, acelerar até 20% a mais que o permitido é a líder. Em seguida, estão estacionar em desacordo com a sinalização e dirigir com fones ou celular aos ouvidos.

FONTES: Detrans dos estados mencionados.

Onde mora o perigo?

Ao atender o celular em quanto dirige, o motorista está usando a audição e não a atenção dirigida para guiar o carro. Dizer que é fácil fazer as duas coisas ao mesmo tempo não é verdade: o cérebro precisa fazer contas, calcular ações e desviar a atenção do controle visual e motor para o auditivo. As reações ficam mais lentas e isso propicia a ocorrência de acidentes. A audição é decodificada em uma área no cérebro e a visão, em outra. Ou seja, ele faz duas coisas quando deveria fazer uma só.

O celular tocando desvia a atenção de quem está guiando e dá início ao procedimento de risco: a primeira ação do motorista quando o aparelho toca é procurá-lo. Para atender, será necessário o uso de uma das mãos. Se for colocado no ouvido, haverá restrição do campo visual.

Se telefone e direção já formam uma combinação de risco, digitar uma mensagem ao celular potencializa o perigo. Quem tenta fazer isso tem que tirar as mãos do volante, se concentrar em um teclado minúsculo e ainda pensar na elaboração dos textos.

Recomendações importantes para conquistarmos um trânsito mais civilizado

1) A melhor e mais eficaz recomendação é desligar o celular ao assumir o volante. Quando se guia um automóvel, entre 90% e 95% das informações necessárias para administrar riscos estão relacionadas à visão. Ao desviar o olhar para atender o celular ou tocar o visor do aparelho, o motorista inicia um vôo cego. O celular distrai tanto que dificilmente o motorista consegue se lembrar do que aconteceu no trânsito, às vezes, esquece até por onde passou enquanto estava telefonando;

2) Caso você não possa desligar o celular, nunca faça ligações enquanto estiver dirigindo. Ao receber uma ligação enquanto estiver no volante, o mais prudente é estacionar, "resolver o problema telefônico" e em seguida continuar o seu caminho. Parar o carro em um local seguro, atender ao telefone e em seguida concentrar-se novamente na direção... Esta é a nossa recomendação;

3) Por fim, se você estiver acompanhando de menores crianças e adolescentes não atenda ao telefone. Não esqueça que a sua conduta serve como exemplo e modelo. Não perca esta chance de educar.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Navegar por lazer no trabalho pode elevar produtividade--estudo

Flagrado mandando mensagens no Twitter ou no Facebook durante o trabalho? Isso o tornará um funcionário melhor, segundo um estudo australiano que mostrou que navegar na Internet por diversão durante o trabalho aumenta a produtividade.

O estudo feito pela Universidade de Melbourne mostrou que pessoas que utilizam a Internet para fins pessoais no escritório são quase 9 por cento mais produtivas do que aquelas não o fazem.

O autor do estudo, Brent Coker, do departamento de administração e marketing, afirmou que "navegar na Internet por lazer no trabalho", ou WILB (na sigla em inglês), ajuda a aprimorar a concentração dos empregados.

"As pessoas precisam relaxar um pouco para voltarem a se concentrar", disse Coker no site da instituição.

"Pausas curtas e moderadas, como uma rápida navegação na Internet, permitem que a mente descanse, levando a uma concentração total maior para o dia de trabalho e, como resultado, aumenta a produtividade", acrescentou ele.

Segundo o estudo feito com 300 funcionários, 70 por cento das pessoas que usam a Internet no trabalho se encaixam na categoria WILB.

Entre as atividades mais populares de lazer estão a busca por informação sobre produtos, leitura de notícias e sites, jogos online e vídeos no Youtube.

"As companhias gastam milhões em softwares para impedir que seus empregados assistam a vídeos, acessem sites de rede social ou façam compras online com o pretexto de que isso custa milhões em perda de produtividade", explicou Coker. "Nem sempre este é o caso".

Entretanto, Coker afirmou que o estudo procurou pessoas que navegam com moderação, ou ficam na Internet menos de 20 minutos do tempo total que passam no escritório.

"Aqueles que se comportam com tendências compulsivas na Internet terão produtividade menor do que os outros", disse ele.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Sistema anticrise: família e amigos



O riso é contagioso, como demonstra a experiência cotidiana na qual comprovamos que é muito difícil resistir ao impulso de rir quando alguém o faz de forma espontânea e natural, seja quando estamos diante da pessoa que ri ou ao assistir um programa de humor na televisão ou uma comédia no cinema.

Mas a felicidade também pode se transmitir de uma pessoa a outra como um germe, neste caso, positivo, saudável e estimulante? Foi isso o que tentaram estudar com métodos científicos os pesquisadores americanos Nicholas Christakis e James Fowler, das universidades da Califórnia, em San Diego, e de Harvard, em Boston, respectivamente, com base no "Estudo Framingham", do qual compilaram dados sobre a saúde mental de 5.124 adultos entre 1971 e 2003.

A conclusão à qual chegaram é surpreendente: a felicidade das pessoas que nos rodeiam, e não só destas, mas inclusive a das que se relacionam com elas e não conhecemos, têm uma influência direta na possibilidade de que sejamos felizes. Alguma vez você se sentiu "contagiado" pela felicidade de um amigo, conhecido ou da própria namorada ou namorado? Sente uma inexplicável e espontânea alegria diante da dos demais?

De acordo com uma recente pesquisa americana, que combina os enfoques epidemiológico e sociológico, esta sensação percebida pela maioria do povo tem uma explicação científica.



Os humanos, seres sociais

Segundo os pesquisadores das universidades da Califórnia e San Diego, nos EUA, a felicidade pode ser contagiosa e, por isso, as pessoas com amigos felizes são mais propensas a ser também. Eles concluíram que este resultado é "o reconhecimento de que as pessoas são seres sociais e que bem-estar e a saúde de um indivíduo afetam os dos que o rodeiam".

Os cientistas selecionaram 5.124 indivíduos, que denominaram como "egos", assim como muitas de suas pessoas próximas, como pais, irmãos, companheiros, filhos, vizinhos, colegas de trabalho, amigos e "amigos dos amigos". Assim, estudaram mais de 12 mil pessoas que estavam conectadas umas às outras em Framingham, no Massachusetts, constituindo entre elas cerca de 53.200 relações sociais.

Os pesquisadores comprovaram que os seres felizes costumam estar vinculados entre eles, da mesma forma que acontece com aqueles que são infelizes, e que uma pessoa tem 15% mais de probabilidades de se sentir bem caso esteja ligada a alguém que esbanja felicidade.

No entanto, na medida em que a relação se vai distanciando, estas porcentagens vão se reduzindo até chegarem a 5,6% no caso de conhecidos mais distantes ou de "terceira linha", ou seja, os "amigos de amigos de amigos, etc." da pessoa. Além disso, os dois afirmam que aqueles que são o centro de muitas relações felizes têm mais probabilidades de seguir sendo felizes.Ter amigos alegres aumenta em 9% as probabilidades de ser feliz no futuro, enquanto ser casado ou namorar alguém feliz equivale a ter 8% mais possibilidades de felicidade. Do outro lado da moeda, os pesquisadores descobriram que se cercar de pessoas pessimistas ou negativas reduz em 7% as emoções positivas.